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09/12/2009 :: Brasil

Brasil: Por que as centrais sindicais apóiam Lula?

x Bloco Operário Classista

As centrais sindicais dão um show de peleguismo e de adesão a gerência do pelego-mor Luiz Inácio. São dóceis instrumentos do governo FMI/Lula para legitimar a política de arrocho salarial, fome, repressão e miséria.

As centrais sindicais atuam como a cabeça da colaboração de classes e da traição aos trabalhadores no Brasil. A ofensiva do colaboracionismo tem sido nefanda para a classe operária. O movimento sindical chegou ao fundo do poço em seu processo de apodrecimento, transformou-se numa organização de tipo mafiosa, num balcão de negócios e todo tipo de práticas corruptas e degeneradas.

Atualmente, o governo FMI-Lula, sob o manto de uma farsa de negociação com as centrais sindicais pelegas e traidoras, define novas fórmulas de arrocho sobre as aposentadadorias e o salário mínimo. Mantém a lesiva formula do fator previdenciário, estabelecido no governo FHC, que retira até mais de 50% do valor das aposentadorias, no momento de sua concessão.

O governo se utiliza de falsos cálculos do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas), que alega um suposto aumento da expectativa de vida dos brasileiros, para comprimir ainda mais o valor das já minguados benefícios previdenciários.

O projeto do governo Lula defendido pelas centrais sindicais mantém o fator previdenciário e ainda estabelece exigência de tempo de contribuição somado a idade. Os homens devem somar 35 anos de contribuição previdenciária com a idade mínima de 60 anos e as mulheres 30 anos de contribuição com 55 anos de idade.

Com isso o governo legaliza a exigência de idade mínima para aposentadoria também para os trabalhadores das empresas privadas (para os servidores público já é exigido) e continua a comprimir as aposentadorias, roubando dinheiro dos trabalhadores para desviar para os banqueiros e monopólios internacionais.

Em conluio com as centrais, o governo estabelece medidas de arrocho sobre o salário mínimo até o ano de 2023. O governo Lula segue a mesma política dos governos anteriores (da época do regime militar e os mais recentes, de Sarney, Collor, Itamar e FHC) de violento arrocho salarial e de ataques aos aposentados.

A farsa de negociação do governo e centrais visa facilitar a aprovação da medida de arrocho no Congresso e substituir cerca de 30 proposições legais em tramitação sobre salário mínimo e benefícios da Previdência Social. Já combinada com o deputado Pepe Vargas (PT-RS), a construção desse novo texto, assumida como de autoria do próprio, foi acertada com os pelegos sindicalistas e visa acabar, de uma vez só, com diversas propostas em tramitação no Congresso sobre a recomposição salarial dos aposentados e de uma política permanente de reajuste para a categoria.

Com um acúmulo de perdas salariais de 105%, nos últimos 17 anos, os aposentados demonstram toda revolta contra a política do governo. Várias entidades representativas dos aposentados repudiaram a farsa de negociação do governo com as centrais e exigem o pagamento retroativo dos seus direitos e a correção das defasadas aposentadorias.

Violento arrocho sobre o salário mínimo

Desde que foi criado, o salário mínimo vem sofrendo perdas enormes. Se os componentes que constituem o salário mínimo, tal como concebido em 1940, fossem mantidos, o trabalhador brasileiro deveria receber, hoje, quase cinco vezes mais o valor que recebe. Nesse caso, o governo obriga o trabalhador brasileiro, que deveria receber R$ R$ 2.005,07 mensais, (equivalente a 1.180 doláres) a sobreviver com apenas R$ 465,00 (274 doláres). Com o salário mínimo de hoje não se compra sequer a alimentação necessária para o trabalhador e sua família. Já o governo e as centrais sindicais fazem a mais farta propaganda de que o salário mínimo é ?valorizado? e ?tem aumentos reais?.

O governo Lula não cumpre o que estabelece o artigo 7º, inciso IV, da Constituição, que estabelece o salário mínimo fixado em lei como um direito dos trabalhadores, urbanos e rurais, nacionalmente unificado, e capaz de atender às suas necessidades vitais básicas e às de sua família, como moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social, e reajustado periodicamente, de modo a preservar o poder aquisitivo. Como acontece em todos países capitalistas, a lei não é aplicada quando é de interesse dos pobres.

Centrais se manifestam até contra a revelação de imoralidade de Lula

No último dia 1º de dezembro, as centrais sindicais vieram à público para atacar o jornalista César Benjamin (um dos fundadores do PT) devido a publicação de seu artigo denunciando comportamento imoral de Lula na prisão. Nesse artigo, Benjamin relatou a conversa que presenciou durante a campanha de Lula em 1994, em que o então candidato a presidente disse que, no período em que esteve preso no Dops, em 1980, tentou "subjugar", num contexto sexual, um companheiro de cela chamado por ele de "menino do MEP".

O manifesto é assinado por todos burocratas dirigentes das seis centrais sindicais - Antonio Neto (Central Geral dos Trabalhadores do Brasil), Artur Henrique (Central Única dos Trabalhadores), José Calixto Ramos (Nova Central Sindical de Trabalhadores), Paulo Pereira da Silva (Força Sindical), Ricardo Patah (União Geral dos Trabalhadores) e Wagner Gomes (Central de Trabalhadores do Brasil). Eles saem em campo na defesa do chefe, como revelam na nota, preocupados com as eleições de 2010. Na verdade querem manter a "boquinha"; a presença no "governo central", isto é, os milhões que embolsam com o imposto sindical, cargos no governo, no parlamento e empresas estatais, com as verbas de convênios, publicidade, etc.

Nesse momento em que mais escândalos de corrupção estouram em Brasília e mostram a verdadeira podridão dessa falsa democracia implantada no pais, com políticos e empresários, enfiando milhões nas meias e cuecas, os gigôlos sindicais fazem apologia de um suposto fortalecimento da "democracia brasileira".

Corrupção, cargos, dinheiro do imposto sindical, do FAT, convênios, publicidade, etc., embalam o apoio das centrais ao governo

Toda a politica do governo Lula tem o completo apoio e adesão das centrais sindicais. Afinal, são mais de mil cargos do governo que são ocupados por ex-sindicalistas. Todos convivendo ombro a ombro com figuras de proa da burguesia e do latifúndio, como Sarney, Delfim Neto, José de Alencar, o torturador Romeu Tuma, etc e etc.

Mas isso não é de se estranhar. Já no final dos anos 70, Luiz Inácio, à frente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema, e seu grupo, que posteriormente, com o concurso dos intelectuais do CEBRAP, da esquerda trotskista, da igreja e dos ex-guerrilheiros arrependidos deram origem à CUT e ao PT, manifestavam sua faceta conciliadora e pró-patronal. Hoje isso está aos olhos de todos.

Enquanto os trabalhadores amargam violento arrocho salarial, os aposentados são roubados em seus direitos previdenciários, os gigôlos das centrais sindicais junto com os políticos, grandes burgueses e latifundiários nadam em dinheiro. Só do imposto sindical são 100 milhões que vai para o bolso da cúpula das centrais sindicais pelegas, sem contar as boladas dos convênios com órgãos estatais, ministérios, bancos e empresas. E mais os cargos no governo, no parlamento, nos conselhos das empresas estatais, no Sesi, etc. e etc. Sem falar das outras negociatas encobertas que os próximos escândalos de corrupção revelarão.

São escândalos e mais escândalos. Um encobrindo o outro. Mensalão, cartões corporativos, sanguessuga, dinheiro nas cuecas, nas malas pretas, na Suíça, agora o panetoneduto, etc. Diga-se de passagem que também participam da corrupção do gvernador Arruda em Brasília o presidente do Sindicato dos Rodoviários de Brasília, João Osório, e outros dirigentes da CUT. E assim o sindicalismo de negócios segue o seu serviço sujo de enganar, escamotear e defender os ataques perpetrados diariamente contra os direitos dos trabalhadores!

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