A violéncia entre o estudantado, sintoma social

A sucessom de notícias referidas a um suposto acréscimo do índice de conflitividade nas escolas, após o suicídio de um raparigo basco de só 14 anos, em Hondarribia, objecto de ataques por parte dos seus companheiros, e a referencia das citadas informacons, recentemente, a sucessos similares acaecidos na Galiza, forcam-nos a reflexionar objectivamente acerca dos aspectos que envolvem estes feitos tam corrompidos pola imprensa espanhola.
A violencia escolar sempre existiu. Os confrontos entre o alunado e/ou entre este e o seu professorado tivérom lugar, com maior ou menor freqüencia, nas aulas de qualquer estudante deste país. No entanto, os meios de comunicacom semelham acabar de descobrir este fenómeno, enchendo de um tempo a esta parte um anaco dos seus noticiários com informacons surgidas desta trágica realidade, enriquecidas com explícito sensacionalismo jornalístico, muito próprio dos tempos que decorrem. A análise dos feitos é tam repetitiva como superficial, reduzindo a ecuacom da violencia escolar à fórmula básica com a que satisfazer o fictício interesse do "espectador médio": alunos bons e alunos maos. O recurso à qualidade ética congénita aos indivíduos integrantes do colectivo escolar, ao uso da doutrina medieval religiosa, transforma a beligeráncia infantil mal orientada num acontecimento sem causa maior, sem raizes, sem significado, simples geracom espontánea da conduta humana. Puro teatro para nutrir o pobre menu da Campos, da Ana Rosa, e as tertúlias talentosas de café de meia-manhá... Depois do espectáculo, só ficamos nós, @s estudantes, de novo nas aulas.
Mas a análise crítica que AGIR deve realizar ante a inegável existencia de comportamentos agressivos prejudiciais nas nossas aulas, passa por ultrapassar a singeleca mediática e estudar o porque dos nossos centros de estudo serem um foco de enfrentamento cruento que se manifesta entre os membros da comunidade.
Ontem, hoje e amanhá. O apego absoluto do ser humano ao meio no que se desenvolve nom deixa lugar para as criancas inventarem arbitrariamente a sua conduta, senom para a concrecom no seu ámbito de maduracom de maior carácter social, a escola, dos modelos de relacom entre sujeitos que aprendem da realidade em que crescem. A marginalizacom do diferente, a virtual configuracom de um rival e a sua conseguinte anulacom, a construcom da identidade própria através da negacom da do outro som moedas de cámbio quotidianas, carimbadas polo modelo educativo sistemico. O individualismo desestruturante nascido da competitividade voraz, da impossibilidade de partilhar fórmulas humanistas de convívio e aprendizagem, traduze-se na conceicom realista da escola como umha fábrica de mao-de-obra disposta a aceitar acriticamente as cousas, e desempenhar o papel designado como fonte de producom barata, explorada e resignada. Alienad@s tod@s do reconhecimento das nossas capacidades para mudar as cousas, da nossa forca para faze-lo, damos em expulsar a violencia reprimida contra o objectivo mais fácil, menos comprometido e problemático, um alvo infantil e solitário sobre o que se descarrega toda a contundencia vital de um colectivo adoutrinado para ocultá-la.
AGIR nom pretende solidarizar-se hoje com as vítimas de um sistema de ensino individualista, corrupto e decadente. Fazemo-lo a diário gracas ao nosso rechaco militante a este.







