A conselharia de Educaçom prostitui a língua galega

“Fai como quem que a usa e pagamos-che.”
Assim poderiamos legendar a campanha da Conselharia de Educaçom também definida como “ajudas para a promoçom do galego na escola concertada”.
O perfil político dumha conselharia determinante na defesa do idioma nacional é tam baixo e acomplexado que se oferece para assessorar com linguistas os centros de educaçom de regimem privado mas com investimentos públicos (chamados concertados) e abonar-lhes subvençons a maiores por valor de até 3.000 euros. Todo, em troca da elaboraçom de planos de normalizaçom do galego nos mesmos.
Ainda por cima, esta oferta destina-se a segundo ciclo de Educaçom Infantil, por se alguém nom se inteirou ainda da conceiçom nom global e por tanto ineficaz que a Junta da Galiza tem do galego no ensino.
É a primeira vez que semelhante iniciativa se planeja por parte da administraçom autonómica. Entretanto, como partícipes da mercantilizaçom da educaçom, os responsáveis da Conselharia continuam a assinar convénios com centros privados embora estes incumprem sistematicamente umha normativa que se lhes pretende "impor" a base de recompensas económicas. Da privatizaçom à desgaleguizaçom há um passo; da privatizaçom à exibiçom folclórica do galego com subsídios públicos mais um, e PSOE-BNG estám a dá-lo.
Algumha pessoa que pugesse o pé num centro concertado nalgumha ocasiom pode crer que o nosso dinheiro vai servir para algo mais do que acrecentar a influência e os benefícios da rede privada? Alguém crê por acaso que algum centro que aceite as ajudas vai contribuír para a recuperaçom efectiva e práctica da língua?
Polo que semelha, a Junta tem um excesso orçamentário e carece de ideias sobre qual a forma idónea de esbanjar esses fundos d@s galeg@s em favor da nossa cultura. Vícios burgueses de cuja responsabilidade deve responder também a Secretaria Geral de Política Linguística.
Contemplamos, enfim, um panorama obscuro, em que se subvenciona empresas da educaçom para conseguir que ultrapassem os critérios aprovados por unanimidade com a Lei de Normalizaçom de 1983, quando os mínimos desta Lei nem tam sequer som ainda efectivamente desenvolvidos. Política-ficçom de primeira categoria. O governo bipartido autoproclamado de progresso caminha polos carreiros mais sinistros do auto-ódio e o complexo galeguista mais rançosos.







