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Galiza :: 20/10/2004

AGIR saca do prelo umha escolma do Che Guevara

AGIR
Coincidindo com o 37º aniversário da queda em combate do Che Guevara e sob o título "Até a vitória sempre", AGITA edicons tira do prelo umha escolma de artigos do revolucionário argentino.

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Coincidindo com o 37º aniversário da queda em combate do Che Guevara e sob o título "Até a vitória sempre", AGITA edicons tira do prelo umha escolma de artigos do revolucionário argentino. A escolma compom-se de seis textos: Reforma universitária e revolucom, O socialismo e o homem em Cuba, Discurso ao receber o Doutoramento Honoris causa da "Universidad Central de Las Villas" , A ofensiva final. A Batalha de Santa Clara, O que deve ser um jovem comunista e a Carta de despedida do Che dirigida a Fidel e ao Povo cubano.

O caderno poderá descarregar-se nuns dias da página web de AGIR ou comprar a sua edicom em papel ao preco popular de 4€.

Achegamos o prólogo elaborado polo Conselho Nacional de AGIR que abre o caderno.

Prólogo do Conselho Nacional de AGIR

À altura do 37 aniversário do assassinato do revolucionário argentino Ernesto Che Guevara, que tivo lugar na Bolívia em 9 de Outubro de 1967, AGIR edita este caderno com textos do próprio Che com a intencom de lhe fazer umha homenagem à sua figura assim como para relembrar algumha das suas contribuicons teóricas.

O capitalismo, de forma muito consciente e imoral, tem feita também sua a figura do Che. Chaverios, camisolas, marcas de cervejas, etc, som alguns dos lugares onde o rosto do argentino foi estampado para depois a sua significacom ser canalizada cara a uns vieiros muito menos profundos dos que o Che percorria quotidianamente.

A imagem do aventureiro, do representante dos ideais de juventude, em definitivo, a procura de umha figura tam vazia de conteúdo que na altura lhe pode resultar tremendamente amável às pessoas que praticam opressons e injusticas. Estes som objectivos que estám detrás da mercantilizacom do seu rosto. Mas é precisamente esse vazio o que nós dalgum jeito pretendemos encher, e para tomarmos posicionamento contrário a esta apropriacom indevida da sua figura, que dito seja de passo está motivada pola incomodidade que apresenta para este sector que é minoritário e que o Che combatia e para o que segue sendo um perigo real.

O facto de o Che ter sido um grande leitor -na sua andaina pola selva boliviana, dentro da sua mochila, levava a História da Revolucom Russa de Leom Trotsky-, e o de ter feito muitas viagens pola América -o que provocou um contacto directo com os problemas reais das pessoas-, f'rom as motivacons que o levárom, pola teoria e prática que conhecia, pois, ao activismo político que em trece anos aproximadamente -entre 1953 e 1967- o levárom trás ser um dos líderes indiscutíveis da revolucom cubana a morrer em combate a maos do exército boliviano acompanhado e aconselhado polo servico de inteligencia ianque para depois ser atirado a umha fosa comum.

O compromisso político do Che estava dirigido face a construcom de umha nova sociedade cujo eixo e peca chave é o que ele denominou o homem novo, por isto é que o Che tem aprofundado e gastado esforcos por que as suas palavras chegassem também à mocidade, a quem lhe dedicou discursos e artigos para que assim, como ele figera, o presente e futuro, naquela altura, da revolucom estivesse em maos de jovens formad@s.

Depois de renunciar aos postos mais altos da revolucom cubana, abandonar a ilha, e algumha fracassada experiencia no Congo decide participar no processo revolucionário que estava tendo lugar na Bolívia, onde lhe f'rom amputadas as maos e tivo lugar como já dixemos o seu assassinato.

O activismo, o compromisso, o carácter de revolucionário comprometido até as últimas conseqüencias, a generosidade, a coerencia, o voluntarismo, o comportamento exemplar ou a firmeza som qualificativos que definem a figura de Ernesto Guevara, e que convertiam o Che numha pessoa alheia às motivacons do materialismo capitalisa, em definitivo, a figura do argentino é a do autentico arquétipo de revolucionário.

Além do mais, a inusitada heterodoxia do Che envolve a sua figura de tal frescura que semelha nom ter sido explorada em toda a sua dimensom, mesmo ele, desde certo momento da sua vida, foi crítico com o modelo de socialismo que se estava aplicando no bloco do Leste, facto que nos tem de valer para acreditar na ideia de que o futuro está ainda por construir, de que se deve construir, e que tem de estar incada dos valores que o Che posuiu até a sua morte física, mas para que o seu pensamento latente se converta em ferramenta material para nós.

Em 22 de Janeiro de 1961, o Che, recordando-lhe Fidel Castro à milícia em Cabañas, pronunciou umhas palavras que de algum jeito podem resumir a significacom e os valores que o argentino segue tendo, dizia: nom acentuar as diferencas, senom acentuar todos os pontos de contacto, todas as aspiracons honestas, que nos permitam marchar junt@s até a vitória.

Conselho Nacional de AGIR, Outubro de 2004
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