Dados confirmam o desenvolvimento das Universidade-Empresas no Estado

Setembro de 2007
Na sociedade capitalista, o modelo de Universidade que temos apenas deixa lugar às ilusons sobre a sua pretensa funçom social autónoma, à margem dos ditados do liberalismo extremo.
AGIR, como organizaçom estudantil que somos, levamos sete anos denunciado de parámetros socialistas o rol legitimador e perpetuador que a Universidade pública vem jogando ao respeito do sistema de classes em que vivemos. Umha instituiçom a ancorar-se nas regras do funcionamento dumha sociedade capitalista, que responde à "lógica" mercantil positivamente. De facto, cada vez melhor.
Na conjuntura da mercantilizaçom europeia, regida ao abeiro do Processo de Bolonha, a Universidade cobra um papel próprio dumha empresa que, desta volta, induzimos das novas aportadas polo Ministério de Educaçom e Ciência, e difundidas acriticamente nestas últimas datas pola imprensa burguesa espanhola.
Segundo ditas informaçons, o 70% das Universidades públicas espanholas ingressam mais do que gastam, obtendo umhas contas anuais em positivo que, no conjunto do Estado, somam 568 milhons de "lucrativos" euros, fantásticos resultados globais para a doutrina privatizadora do "défice zéro" que, estimados do lado da decadente oferta educativa e dos apupos a prol da penetraçom da empresa privada para "salvar o ensino superior", deixam ao léu o verdadeiro jogo que se giza entre o mercado e a universidade: esta, umha apetitosa peça de caça para um lobo demasiado voraz como para permitir que se lhe vaia das maos.
Olhando mais polo miúdo, conhecemos que dos quase 8.000 milhons de euros ingressados, mais de 5.000 procedem das administraçons educativas do Estado. A origem da imensa quantidade restante nom é proporcionada polos meios de comunicaçom. Cumpre repararmos nestes índices para comprovar o progresso que nos vindouros cursos poda padecer o financiamento do ensino superior do Estado espanhol, a falta de dados específicos sobre Galiza que, em qualquer caso, seriam meramente reiterativos dada a dependência política do nosso País.
Como vemos, as dotaçons públicas à Universidade som francamente insuficientes para a denominarmos como tal, pública. Mais umha vez, os números nom nos enganam; a perda dos triunfos das classes populares dentro dos limites do caduco Estado social é umha constante na evoluçom mundial do sistema capitalista. A privatizaçom nom é um conto. Tampouco, embora no-la ocultem, no mundo do ensino.







