Entrevistamos à equipa de Vozes Rebeldes

com Cris, Jaime e Xende, participantes do programa Vozes Rebeldes que se emite todas as sextas-feiras em Rádio Filispim, rádio livre e comunitária da comarca de Trasancos. @s tres som jovens vizinhos de Ferrol, concretamente dos bairros populares de Sam Joám e de Sartanha, e estám implicad@s em diversos projectos da esquerda independentista na comarca de Trasancos.
Cris combina os estudos na Faculdade de Humanidades com o trabalho na hotelaria. Jaime e Xende som estudantes dum ciclo de soldadura num centro de Ferrol e de Filologia na Universidade de Compostela respectivamente.
BRIGA. Como nasce Vozes Rebeldes?
Cris. A ideia do programa nasceu há um par de meses, quando @s compas que pugérom em marcha Rádio Filispim anunciárom o comeco das emissons. Daquela abrírom um prazo para apresentar projectos para programas e animamo-nos a apresentar o nosso.
Assim e após bastante trabalho emitimos o primeiro programa o 14 de Outubro e desde aquela já vam cinco programas.
Jaime. Cumpre fazer mencom d@s compas do colectivo Opaiii, que com o seu trabalho constante e a sua dedicacom ao longo de muitos meses figérom possível Rádio Filispim e polo tanto Vozes Rebeldes e tantos outros programas que se emitem todas as semanas.
B. Antes de nada explicade-nos em que consiste o programa, a quem se dirige e que conteúdos tem.
C. Como dizemos em cada programa Vozes Rebeldes é um programa feito por jovens e para jovens, elaborado desde umha óptica alternativa, com o intuito de dar voz a todos aqueles colectivos e organizacons juvenis da comarca e à vez dar a conhecer cá o trabalho de outr@s moc@s no resto do País.
J. O programa tem várias seccons. Há várias fixas tais como o comunicado rebelde, a das contras, a da música e a agenda semanal. Nesta última semana inauguramos um novo espaco no que faremos um seguimento das iniciativas de Siareir@s Galeg@s de cara ao primeiro partido da seleccom o próximo 29 de Dezembro. O nosso objectivo é dedicar no futuro esta seccom aos desportos de base da comarca.
B. Em apenas umha hora há multidom de seccons, além de vós @s tres participa mais gente no programa?
Xende. Si, si. Alem de nós trabalham ou colaboram em Vozes Rebeldes de forma permanente tres pessoas mais. Também há companheir@s que nos botam umha mao de vez em quando. De facto cremos que um dos valores do programa é o colectivo que o fai possível.
B. Que som exactamente os Comunicados Rebeldes?
C. Som umha espécie de editoriais que se emitem ao princípio do programa. Iniciamos a emiti-los no segundo programa e já vam quatro comunicados. Normalmente estám dedicados a um tema concreto, relacionados com a actualidade. O último por exemplo dedicou-se à revolta juvenil que estourou na Franca. Outros f'rom dedicados ao nascimento da tal Leonor e a farsa da monarquia ou às campanhas moralistas de seguranca viária dirigidas à mocidade.
J. Todos tenhem em comum duas cousas, a acidez e a má hóstia, que exprimem perfeitamente a nossa atitude ante as situacons adversas.
B. Umha das seccons mais interessantes do programa é o das entrevistas, com que critério preparades esta seccom?
J. O objectivo fundamental da seccom das entrevistas é que gente de colectivos, organizacons ou grupos musicais, tudo relacionado com o panorama juvenil, nos contem de primeira mao em que consistem os seus respectivos projectos. Polo de agora entrevistamos a um militante de BRIGA, com motivo do primeiro aniversário da constituicom da organizacom juvenil, a outro militante de AGIR, pola celebracom da sua V Assembleia Nacional, a membros do colectivo trasanques Fervesteiro ou a integrantes da banda de punk-rock n' roll Lost Psichotics, também da comarca.
Apesar de que normalmente dedicamos a este espaco apenas 10 ou 15 minutos procuramos exprimi-los ao máximo
B. Também há um espaco musical. Que objectivos tem esta seccom?
X. Pois esta é umha das seccons permanentes do programa e semana trás semana vai tomando corpo. Polo de agora dedicamos o espaco a monográficos de grupos concretos. O critério é o mesmo que dá sentido ao programa, já que só tenhem espaco os grupos alternativos, que tenham algo que dizer ou aportar. Tratamos polo tanto de fugir de grupos comerciais.
B. Segundo dizedes Vozes Rebeldes é algo mais que um programa, tendes projectado realizar actividades que vaiam além da emissom do programa?
C. Já desde que se comecou a configurar o que seria Vozes Rebeldes tínhamos claro que fazíamos algo mais que um programa que se iniciasse a tal hora de tal dia e acabasse umha ou duas horas mais tarde.
Em breve subiremos a nossa web à rede em www.vozesrebeldes.info com o objectivo de alargar as nossas emissons em diferido ao resto da Galiza e publicaremos o primeiro número dum fanzine, que pretendemos editar todos os meses. Também esta semana organizamos o primeiro acto do colectivo que é a projeccom do filme frances "O ódio" a próxima quarta no Ateneu Ferrolám.
Umha vez que fagamos funcionar a web, mover o fanzine e estabilizar um pequeno calendário de actos pensaremos em se há espaco ou possibilidades de dar mais passos à frente. Se algo temos claro é que nom queremos queimar várias etapas ao tempo. Somos conscientes de que levantar um projecto necessita trabalho e sobretudo muito tempo.






