Governo Zapatero sanciona independentistas por "provocar" os franquistas de Beade

A delirante iniciativa do Governo espanhol remata de vez com a montagem pseudo-progre do PSOE, casualmente só uns dias depois de que o seu ministro de defesa volvesse proclamar aos quatro ventos sentir-se orgulhado do papel imperialista do exército espanhol, e "gostar imenso" do artigo 8º da Constituicom. Agora o governo de Zapatero reprime a liberdade de expressom, fazendo prevalecer a "sensibilidade" dos franquistas que assistem a Beade convocados polo alcalde do PP, frente o direito das galegas e galegos a denunciar este acto e berrar palavras de ordem exigindo democracia e liberdade. Fazer umha homenagem pública a um genocida numha terra golpeada e traumatizada por 40 anos de terror nom é provocacom algumha a olhos de Zapatero ou do seu Ministro de Administracons Publicas, o "catalanista" Jordi Sevilla: denunciar a responsabilidade do PP neste acto e demandar liberdade para a Galiza é, em cámbio, umha "provocacom grave". Nom devemos passar por alto que a concentracom anti-fascista do 20-N em Beade vem sendo realizada pola AMI desde há mais de cinco anos, sem que as sucessivas subdelegacons do governo Aznar as tivesse considerado nunca objecto de sancom, como sim fai agora o PSOE.
A mocidade independentista manifesta-se no 20 de Novembro em Beade porque ali se pom de manifesto o carácter anti-democrático do Estado Espanhol, e a farsa que supujo a denominada "transicom". Ali um cargo do partido governante no concelho, na província, e na comunidade autónoma, homenageia 40 anos de terror rodeado da sua corporacom municipal, sem que ninguém o desautorize. Os mesmos PP e PSOE que apostam por ilegalizar e ilegalizam formacons políticas por, por exemplo, realizarem os seus membros homenagens a independentistas vascos falecidos, favorecem ou miram para outro lado quando a homenagem se fai ao maior terrorista que tem conhecido e padecido o nosso país. No colmo do esperpento, agora é a "esquerda" espanhola a que toma a iniciativa de sancionar a quem ousar "provocar" os franquistas. A AMI manifestou-se e seguirá a manifestar-se no 20-N porque na Galiza a democracia só existe nos discursos dos políticos do regime, dos que administram com as formas do século XXI o que Franco conseguiu instaurar com a forca das armas em 1936.







