Militantes de AGIR irrompem no acto inagural do curso 04-05.

Na manhá do 30 de Setembro, realizou-se no Colégio de Fonseca da USC a abertura institucional do ano lectivo das tres universidades galegas. Ao acto inaugural acudírom, além dos tres reitores (Senén Barro, J.M. Barja e Domingo do Campo), o presidente da Junta, Manuel Fraga, o conselheiro de Educacom, Celso Currás, o arcebispo de Santiago, Julian Barrio e os alcaides de Lugo e Compostela.
Apesar da forte presenca policial, vári@s militantes de AGIR conseguírom chegar até a mesma porta do Salom Nobre de Fonseca, onde decorria o acto institucional. Assim, a entrada d@s catedrátic@s, Reitores e outras autoridades foi acompanhada polas palavras de ordem d@s estudantes, tais como "Menos circo e mais educacom", "fora a religiom da educacom", "Fraga atende, o ensino nom se vende" ou "Senem Barro demissom".
Enquanto eram custodiados pola escolta privada de Fraga, @s militantes de AGIR f'rom increpad@s polo ex-ministro franquista à entrada do acto.
De AGIR queremos denunciar com este acto a situacom que se está a viver no ensino universitário galego.
De tod@s é conhecida a extrema precariedade financeira que arrasta a USC, herdada do mandato do anterior reitor Villanueva e ocultada hipocritamente polo actual, Senén Barro. As negacons sistemáticas da existencia dum buraco nas contas da universidade compostelana passárom a ser meias verdades e ambigüidades calculadas que ainda mantenhem o estudantado universitário na ignoráncia da quantidade total aque ascende a dívida (que de resto alcanca com seguranca as dúzias de milhons de euros). A única resposta outorgada polo reitor foi a do seu antidemocrático Plano de Equilíbrio, que supom reducom de servicos públicos, aumento das taxas universitárias, novos convénios com o SCH e reducom de quadro de pessoal d@s PAS.
Ao mesmo tempo, no ano passado anunciava-se a suspensom do subsídio da Junta ao SUG, rendimento que supunha mais de 90% dos totais da USC. A Junta alegava que a instituicom nom achegava os documentos necessários para o trámite do subsídio. Recentemente, La Voz de Galicia publicou umha nova em que se informava dum buraco financeiro na própria Junta que ascendia aos 762 milhons de euros.
Ante esta situacom de claríssima bancarrota financeira da USC e evidente afogo económico de todas as universidades galegas, é umha desvergonha inqualificável que figuras directamente culpáveis da actual situacom (nomeadamente a equipa reitoral de Senén Barro e o próprio Celso Currás, representante da política educativa da Junta, e por conseguinte, do PP) organizem esta farsa de bonecos para os meios de comunicacom.
De AGIR queremos denunciar o intento da USC e da Junta de Galiza de criar um falso clima de tranqüilidade, aparentando umha normalidade institucional que a USC e o Sistema Universitário Galego no seu conjunto estám muito longe de atravessar. A nossa organizacom também quer denunciar os culpáveis participantes, e deixa mui claro que o estudantado galego nom esquece quem lhe vende mentiras, nem pensa deixar se assinalar os causantes da crise por muito que tentem lavar as suas responsabilidades.
Galiza, Setembro de 2004







