O 90% do alunado desconhece totalmente Processo Bolonha

O 90% dos alunos desconhece a reforma universitária
Marco de 2007
Especial Processo de Bolonha
Nom som dados nossos. Foi o próprio jornal da extrema-direita espanhola El Correo Gallego quem informava nas suas páginas dumha sondagem preocupante: o 90% do estudantado universitário nom tem a menor ideia sobre o Processo de Bolonha.
O primeiro passo da UE já está dado: ninguém se está a inteirar de nada. Este é o melhor status para garantir a continuidade dum projecto vernizado de bons propósitos mas que esconde umha autentica finalidade mercantilizadora. Que ninguém abra os olhos. O cenário da Universidade Coca-Cola, McDonald’s, BSCH, Caixa Galicia está a preparar-se. Decataremo-nos quando se inaugure a investigacom espacial numha cátedra Emilio Botín, nos comedores se repartam hamburguesas BigMac, o servico de limpeca se encarregue da seguridade com um convénio com PROSEGUR e ponha micros e câmaras nos uniformes das limpadoras, e as zonas verdes sejam um campo de golfe para fazer sítio a mais turistas em Compostela
A democracia feita anacos. O estudantado sem notícias de si próprio. O professorado desaparecido. Os PAS despedidos Esta é a fórmula de Bolonha. Alguém gosta dela?
AGIR pensa conceder prémio à estupidez a Leis Fidalgo
Nom é para menos. O nosso bem-querido director geral de Universidades garantiu, no tocante ao novo modelo de créditos de estudante a tempo completo, que "a medida do tempo de estudo será a do tempo de aprendizagem do aluno" (sic). Todo um manifesto; a lucidez num axioma.
Aclaremo-nos. Como se pode compatibilizar um novo estilo de docencia, plenamente debrucada sobre o alunado até o ponto de exigir a titoria personalizada, além da correccom de inúmeros trabalhos, realizacom de seminários e duplicacom das horas de trabalho d@ alun@ (obviamente seguidas polo professorado), como compatibilizar todo isto com a falta dum correpondente acréscimo orcamentário?
O senhor Leis, mestre da dialéctica do absurdo, é parvo. Mas o problema é que teima em pensar que tod@s @s demais também o somos.
Se a duplicacom de horas de estudo, e a exponencial promessa da nova educacom (toda umha farsa) segue em marcha, onde está a consideracom das necessidades de cada alun@? A que vem concretizar com tanto detalhe do que precisamos e do que nom? Se, enfim e como afirma Leis, cada alun@ é diferente, rende diferente e estuda diferente, é dizer, "cada alun@ tem um tempo de aprendizagem", logo onde está a reforma? Que significa todo o discurso sobre horas/dia de estudo?
Em que quedamos? É que por acaso alguém se está a inteirar de algo? Quica Leis?







