Rachando os muros da invissibilidade. Fotos da vissita ao cárcere de Teixeiro em 19 de marco de 2005.

Hoje essa ignorância e cegueira já nom é só conserva da barbarie da justiza, senom que, no seu afám de ailhar da sociedade a toda pessoa que a tirania considera desprezável, a "justiza" encarrega-se de invissibilizar ainda mais os cárceres, alonjandoos das cidades e das vilas, da vida de familiares e amizades.

Teixeiro, como muitos outros centros de extermínio criados polo "Poder", jurde num páramo ailhado, arrodeado de baixa vegetacom e muitos arames, num lugar por donde nunca se passa ninguém (a nom ser que vaias ao cárcere).

Nem FIES, nem Disperssom, nem enfermos em prissom!!!
Fumos lá para denunciar a própria existencia dos cárceres como centros de extermínio da povoacom sem recursos, sem privilégios. Encirrase-nos com leis criadas para cultivar a cultura do "éxito" económico, do trunfo pessoal num mundo donde só importa o dinheiro. Maltratos e torturas som o trato recebedo por quem tenta rebelar-se. Disperssom familiar e regimem FIES incumprindo os seus próprios regulamentos de castigo. E num acto de maior crueldade deixam encirradas a quem está enferma até que lhe chegue o momento da morte assassinada e os enviam à rua para que nom engrosem, ainda mais, as estatísticas de mortes dentros dos muros.

Hoje foi umha jornada diferente. Nem marchas contente, nem satisfeito, mas sintes que tinhas que estar lá, umha vez mais, ao margem do que se passa ao teu redor com a mirada dirigida a quem nos ocultam día a día. Sentir que, na distanca, somos escuitadas e respostadas por quem está encirrada lá dentro. Ver que somos vissibilizadas na lonjania por mulheres que agitam os seus trapos desde as reixas das suas celas (os módulos de mulheres som os únicos vissíveis). Há quem chega a vissibilizar brazos menudos de criancas lá encirradas com as suas nais, umha das mais crueis barbaridades dos déspotas e tiranos que fam as leis e os regulamentos penitenciários.

Ainda que os sons se perdem na distância, nom fai falha escutar com claridade o que dim, pois entende-se perfeitamente, som berros de saber-se vivas e que alguém as escuita som berros de luita por derrubar os muros da incomunicacom.

Abaixo os muros das prissons!!!
Xosé, Paco, como muitas mais pessoas, cairom na luita desigual polo dereito a viver numha sociedade que sempre tivo as suas portas fechadas.

Os cárceres existem, nom permitamos que nos fechem os olhos, nos tapem os ouvidos e nos calem as palavras. Polas que existem, polas que lutam.

Se nom houvera privilégios, nom fariam falha cárceres!!!











