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Galiza :: 16/02/2005

Crónica do sucedido em As Neves no acto-denúncia contra o violador (com fotos e audios)

Radio Kalimera
Mulheres transgredindo acudiu ao acto-denúncia da Assembleia de Mulheres do Condado (A.M.C.) contra o violador JoseLuisEstevezRodriguez.

O passado sábado 29 de janeiro de 2005, ás 12:00 h. da manhá, o Concelho de As Neves tivo que escuitar, ao seu pesar, ás mulheres galegas.

Á convocatoria da A.M.C. acudimos ao redor de 40 mulheres de várias zonas da Galiza para denunciar ao violador de As Neves, JOSÉ LUIS ESTÉVEZ RODRÍGUEZ, em apoio de duas NENAS que violou este sujeito, ainda que sabe-se que forom mais.

Estas duas rapazas, Rosa e Vanesa, com umha valentia abraiante, denunciarom a JOSÉ LUIS ESTÉVEZ RODRÍGUEZ por violacom, pese a que él, previamente, ameazara-as de morte. Nom tanto, a "burrocracia" e a injustica nom tenhem cancelas, e estas duas rapazas ficarom sem defessa jurídica pola incompetencia, desinterese e, em definitiva, pola complicidade do Concelho e dos demais poderes públicos com os agressores até que, a A.M.C., um colectivo fiminista com poucos recursos económicos, asumíu o problema que as incompetentes autoridades nom solucionavam e financiarom a sua defessa.

O sábado 29 de janeiro, as 40 mulheres berrávamos de ira na praca do Concelho, e umha hora depois, às 13:00h, decidimos entrar no pleno que se estava a celebrar nesses momentos e no que, por suposto, nom se estava a tratar o tema mais URGENTE que, hoje por hoje, existe no Concelho de As Neves: JOSÉ LUIS ESTÉVEZ RODRÍGUEZ É UM VIOLADOR E CAMINHA LIVREMENTE POLAS SÚAS RÚAS.

Assim pois, as mulheres que lá nos atopávamos, OCUPAMOS o Pleno e obrigamos á equipa desse Concelho (governado polo PP (6 pessoas) com oposicom de BNG (2) PSOE (2) e um independente mais dereitoso que o PP) Primeiro: a que falaram do que tinham que falar, da violencia de género, de Rosa e Vanesa, duas cidadás minores de idade violadas e ameazadas de morte; e, segundo: a que aprobaram coma ponto da orde do día do Pleno que o Concelho se comprometera a sufragar os gastos da defessa jurídica das duas mulheres, o que textualmente (clica aqui para escutar o aúdio do pleno) ficou como "compromete-se a ajudar em todo o necessário e legalmente possível".

Escuita no aúdio do pleno as vozes inquedas do alcalde e concelheiros (as concelheiras nom se pronunciarom) ante as nossas claras demandas. Para facilitar a identificacom dos interfectos o alcalde é o que fala ao princípio entre dentes; o do BNG é quem asume a apresentacom da proposta; o "independente" é quem nom entende o conceito "TODAS" ou protesta: "...pero os concelheiros somos nós"; e do PSOE, nom há comentários.

Por último queremos, como Mulheres Transguedindo, saientar e também agradecer à Assembleia de Mulheres do Condado, a sua valentia, coerencia e combatividade. Nom deixedes de escuitar (clica aqui) o aúdio do comunicado lido, ao final do acto, por umha das mocas da A.M.C., umha mensagem cheia de raiba, de forca e, cómo nom, de fiminismo.

Essa mensagem é tamém a nossa mensagem.

Até a próxima accom, um saudo de MULHERES TRANSGUEDINDO.

 

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