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Galiza :: 02/06/2004

De delinqüentes a polícias

Assembleia da Mocidade Independentista
Quando, em vésperas do Dia das Letras Galegas, um grupo de militantes da AMI entrou no IES. Blanco Amor para denunciar a agressom permanente que o nosso idioma está a sofrer neste centro, riscamos de "delinquentes" a algumhas professoras e professores que, nos seu afám por serem mais espanholit@s que ninguém, chegam mesmo a violar sistematicamente a própria legalidade vigente em matéria lingüística. Agora resulta que o que realmente eram é polícias frustrad@s.

Quando, em vésperas do Dia das Letras Galegas, um grupo de militantes da AMI entrou no IES. Blanco Amor para denunciar a agressom permanente que o nosso idioma está a sofrer neste centro, riscamos de "delinquentes" a algumhas professoras e professores que, nos seu afám por serem mais espanholit@s que ninguém, chegam mesmo a violar sistematicamente a própria legalidade vigente em matéria lingüística. Agora resulta que o que realmente eram é polícias frustrad@s. Na outra, informava-se a toda página da "indignacom" do Conselho Escolar do Blanco Amor por que a polícia nom se tivesse atrevido a actuar contra o piquete independentista, clamava ao céu solicitando a ajuda da Conselheria (e, se lhe deixam, da Guarda Civil, do exército ou do Sr. Bush... o que faga falta para manter a ordem no centro!), e anunciava medidas repressivas contra o alunado. Algumhas destas medidas já estám em marcha: a direccom do centro (e determinado professorado especialmente motivado por esta nova cruzada antigalega) tem comecado a ameacar com a apertura de expedientes, a pressionar o alunado mais comprometido e a desenvolver umha campanha orientada a deixar-nos a todos bem clarinho que "os da AMI som uns gamberros", que "essas nom som formas de pedir as cousas", que "o centro respeita e respeitará os direitos do alunado" etc, etc, etc... Em vez de reconhecerem a sua derrota, alguns preferem reagir como cans rabiosos.

Desde a AMI queremos advertir e deixar bem claro que a direccom do IES. Blanco Amor está a equivocar-se novamente. Interpretar o acontecido no passado dia 13 de Maio como um problema de ordem pública, responsabilizando "um grupo de radicais de fora" e castigando o estudantado, significa demonstrar umha cegueira alarmante que nom contribui em absoluto para solucionar as cousas. A causa da interrupcom das aulas do outro dia nom é outra que as agressons directas e contínuas que o nosso idioma (e o alunado que o quer e que o defende) sofre diariamente no IES.Blanco Amor. Os responsáveis nom som outros que Carmucha, Asunción, Cayetano, Luis Aldomar, Angeles Castro... e todo aquele professorado que devendo impartir as aulas no nosso idioma se nega a faze-lo, ademais dumha direccom cúmplice que prefere mirar cara outro lado e escandalizar-se só quando as galegas e os galegos exigimos respeito. Que nom se equivoquem! Nós nom somos dessa classe de galeg@s que se acomplexam, que se resignam, que obedecem e miram para outro lado: sabemos ensinar os dentes quando temos que faze-lo. Figemo-lo dumha forma lúdica no passado dia 13, e nom duvidaremos em faze-lo novamente, com a firmeza e contundencia que for necessário, se o que está em jogo é o respeito ao nosso idioma e os direitos do alunado deste centro.

Por todo isto, fazemos um dobre chamamento:

1. Ao professorado delinquente e à direccom do Blanco Amor, exigimos-lhe que mude a sua atitude beligerante cara o nosso idioma, comprometendo-se activamente na sua defesa e potenciamento, e que para isto comece por cumprir e fazer cumprir os mínimos fixados no Decreto 247/95, caminhando sempre cara o respeito do direito do alunado a receber educacom integramente em galego. A mobilizacom do passado dia 13 nom é o problema: é apenas umha conseqüencia do verdadeiro problema, e voltará a repetir-se se nom se dam aginha passos firmes e concretos cara a normalizacom lingüística.

2. Ao alunado que se somou ao piquete independentista e que exigiu e exige o respeito aos nossos direitos como galeg@s, felicitamo-lo polo seu comportamento exemplar, pola demonstracom de iniciativa, compromisso, valor e rebeldia que fixo que até a Conselharia de Educacom tivesse que tomar-nos em conta. Nom permitades que neste centro se continue a matar o nosso idioma! Tampouco que se reprima a um só companheiro, a umha só companheira, por defender o que é justo!! Desde a AMI solicitamos-vos que nos ponhades em conhecimento de qualquer agressom que neste sentido se puder produzir por parte do professorado ou da direccom, e pomo-nos à vossa disposicom para impedir que se cometa qualquer injustica contra o estudantado ou contra o nosso idioma.

Na Galiza, sempre em galego ! !

 

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