De Cacharrom a Castinheiras. Espanha declara a guerra à juventude revolucionária

De Cacharrom a Castinheiras. Espanha declara a guerra à juventude revolucionária
izacons juvenis independentistas galegas padecerom nos últimos seis meses duas operacons repressivas por parte da Guarda Civil.
O passado mes de Junho, concretamente os dias 1, 2 e 9, nas cidades da Corunha e Compostela a Guardia Civil punha em marcha a operacom "Cacharrón", no marco da qual f'rom detid@s seis militantes de BRIGA, cinco d@s quais f'rom acusad@s e estám sendo processad@s por associacom ilícita, injúrias às instituicons do Estado e danos.
Naquela altura BRIGA junto com diversas entidades e pessoas solidárias alertárom do salto qualitativo que esta operacom supunha no nível de repressom do que a esquerda independentista vinha sendo objecto nos últimos anos. Dezenas de agentes mobilizados, centos de páginas dedicadas às diligencias, intervencom de material informático e a solicitude de diversas medidas cautelares, tais como a prisom preventiva para @s detid@s ou a intervencom de telefones e correios electrónicos, eram monstra suficiente de que o Estado pretendia dar um passo adiante declarando a guerra aberta à esquerda independentista.
Este processo contou com o silencio cúmplice duns meios de comunicacom que decidírom ocultar as detencons e levantar um muro de siléncio arredor do grave ataque que estas supunham para os direitos civís e políticos da juventude galega. Mas nom f'rom os meios @s únicos cúmplices da Guarda Civil. Também os partidos do sistema, incluídos os do suposto cámbio, que daquelas estavam colocados e preparados para a carreira eleitoral que os instalaria na política de moqueta definitivamente, optárom por botar terra sobre o assunto e olhar para o outro lado.
O passado 15 de Novembro, apenas seis meses após a operacom "Cacharrón", a Guarda Civil cenificou o segundo acto desta farsa de inspiracom fascista. Nesse dia, o independentismo galego seria objecto dumha histórica razzia policial, que tivo como conseqüencias dez detencons, registos em moradas particulares e centros sociais assim como o linchamento mediático do conjunto do movimento, especialmente da organizacom juvenil AMI.
Desta volta, e com as eleicons ganhas, os gestores do sistema decidírom dar a máxima difussom às detencons e cenificar algo parecido ao que costumamos ver nos filmes, para demonstrar que a democracia funciona e que como afirmou o amigo Bugalho "colar cartazes, fazer pintagens e boicotar actos do alcaide" tem o seu preco. Mas nom f'rom estes os únicos que decidírom saltar à cena para comer um pedaco de bolo do protagonismo mediático. Também Tourinho, o presidente da Junta do cámbio, e Manuel Fraga, o presidente que substituírom, apressurárom-se a felicitar e apoiar a Guarda Civil polas detencons, cada qual no seu estilo e talante mas com o mesmo fundo.
Mas nom só. O flamente vice Quintana, transformado num desses espontáneos que saltam no meio do espectáculo para demonstrar as suas dotes, felicitou às Forcas de Seguranca do Estado por um trabalho bem feito, numha dessas declaracons às que nos tem acostumado o autonomismo sobre a fortaleza do Estado de Direito, espanhol pois.
@s companheir@s e eu própria detid@s no mes de Junho fomos testemunh@s das agres queixas dos mandos da Brigada de Informacom pola ineficácia dos "juízes de províncias" (sic) que faziam caso omisso das suas peticons. "Si es que esto em Madrid no pasa" afirmavam contrariados os cacharrons e castinheiras.
A saída em liberdade d@s detid@s supom o segundo fracasso parcial para a operacom da Guardia Civil, chame-se "Cacharrón" ou "Castinheiras". Nem sequer apresentando-se com o aval, inicial polo menos, da Audiencia Nacional conseguírom "desarticular" organizacom nengumha. Mas há que estar alerta ao seu seguinte passo. Se calhar na próxima operacom que articulem contra o independentismo, botam mao do tribunal de Estrasburgo ou mesmo do tribunal da Haya.
É evidente que devemos congratular-nos pola posta em liberdade d@s dez companheir@s e o translado das diligencias a um julgado espanhol na Galiza. Mas a satisfaccom nom deve fazer-nos esquecer que já som 15 as pessoas processadas por associacom ilícita e duas as organizacons sociais sobre as que pende a espada de Damocles da ilegalizacom. Devemos afinar as nossas ferrametas organizativas, alargar a solidariedade e continuar golpeando um Estado que ainda apenas comeca a mostrar-nos os dentes, com simulacros da sua omnipotencia repressiva.






