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Galiza :: 21/12/2004

Defendamos um ensino laico

AGIR
A Igreja Católica espanhola vem anunciando a activacom dumha campanha contestatária com a política do actual governo do Estado, após este ter comunicado a programacom dumhas mudas a respeito de certos temas, alguns dos quais nos atingem directamente como estudantes.

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A Igreja Católica espanhola vem anunciando a activacom dumha campanha contestatária com a política do actual governo do Estado, após este ter comunicado a programacom dumhas mudas a respeito de certos temas, alguns dos quais nos atingem directamente como estudantes. Em concreto, vemo-nos imers@s no artificial debate gerado arredor da conveniencia dum já existente ensino religioso nas aulas dos centros públicos de ensino. A imediata e sintomática reaccom da Conferencia Episcopal, que pujo em andamento todas as suas engrenagens propagandísiticas, fai com que umha decisom esteja em boca de toda a cidadania, dum modo tam pouco natural como messianicamente imposto por umha prelatura que fede a machismo rancoso e a nacional-catolicismo beligerante. A polarizacom social manifesta-se diariamente, com declaracons que tentam alinhar-se com algumha das duas frentes supostamente em aberto confronto.
A degradada dialéctica a respeito dum tema tam transcendente como este, e o dualismo limitante com que os média nos vendem a contenda PSOE vs católic@s, está a levar o assunto por um frívolo roteiro de espectáculo mediático à espanhola.

De AGIR, fart@s como estamos de tanto lixo televisivo , de tanta presuncom social-democrata, de tanto fascismo católico, e também de tanto integrismo nas nossas aulas, manifestamos que só a negacom dumha máxima por todas as instáncias oficialistas acatada fará com que o ensino, sujeito que está a sustentar o debate, se veja beneficiado, e isto é; a derrogacom urgente de toda faculdade outorgada à Igreja Católica espanhola para meter a mao no nosso sistema público de ensino. E esta afirmacom fazemo-la no convencimento de que a autonomia dos centros de estudo nom passa por conceder à Conferencia Episcopal a potestade sobre um/ha de cada dez professores/as que rondam as nossas aulas.
Além do mais, consideramos abraiante o mantemento dumha matéria de estudo acientífica, inútil, desprestigiada e, em qualquer caso, profundamente subjectiva, alienante e acrítica por se lhe arrogar o direito a imparti-la a um colectivo concreto com um dogma e uns intereses particulares, a Igreja Católica espanhola. Por se nom for avondo, devemos referir que a transcendencia que hipocritamente está cobrando a religiom, é botada em falta noutros terrenos susceptíveis de serem muito mais razoadamente defendidos como matérias escolares, veja-se a cozinha, a sexualidade, a psicologia, a educacom social, a política... cujo grau de presenca nas nossas aulas é nulo.
Por último, queremos salientar o facto, ignorado em todas as tertúlias de café a soldo do regime, de o ensino religioso já ter um espaco muito relevante no programa de cada curso. Actualmente, existem matérias avaliáveis, com presenca em todos os centros públicos do Estado, com natureza optativa ou troncal, nas quais o pensamento, ritos, obras, crencas e acontecimentos de carácter ou origem religiosa tenhem acubilho. Pensemos por exemplo em História da Filosofia, em que umha elevada percentagem se dedica à análise e estudo da filosofia cristá, musulmá e judia; ou História, matéria esta induvitavelmente influenciada pola religiosidade de inúmeros acontecimentos históricos; ou Arte, etcétera.

De AGIR queremos condenar expresamente a campanha iniciada pola Igreja, que teme a estas alturas da história perder os poderes que violentamente lhe f'rom conferidos em obscuras etapas do nosso passado. Citamos em particular o poder sobre a educacom, ámbito de especial importáncia no que di a respeito do adoutrinamento das massas. E juntamente, as ferintes e abjectas declaracons com que, semana sim e semana também, conhecidos inimigos do nosso povo (Gea Escolano, Julián Barrio, Rouco Varela entre eles) acoutam desde as suas poltronas a conciencia do nosso país.

 

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