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Galiza :: 05/02/2006

[Galiza] Selvagismo machista em Vigo: umha mulher morta e duas feridas

Primeira Linha
Umha mulher morta e duas feridas é o resultado da última agressom machista contra mulheres na Galiza. O caso registou-se hoje mesmo em Vigo e foi protagonizado por um homem de uns 50 anos, que pegou fogo à vivenda da ex-companheira, em resposta à ordem de afastamento ditada por um juiz.

Primeira Linha em Rede
5 de Fevereiro de 2006

Na casa do centro histórico vigues moravam a ex-companheira e a filha, que se encontravam no interior junto a umha terceira mulher de avancada idade, mae da primeira. O homem dirigiu-se ao local com um garrafom cheio de combustível, forcou a entrada, rociou a vivenda e pegou-lhe fogo.

A mulher idosa, com incapacidade para se mover, que se encontrava deitada numha cama, morreu, enquanto a mulher ficou com graves ferimentos, com 45% do corpo queimado e várias vértebras rotas e edema pulmonar ao fugir saltando de umha janela.

A filha da mulher, de treze anos e doente de asma, ficou também ferida com insuficiencia respiratória por inalacom de fumo, depois de ter fugido da casa descalca.

Estamos portanto perante mais um caso de incumprimento flagrante da ordem judiciária de afastamento, e de umha nova prova da desproteccom a que se vem abocadas as mulheres. A violencia terrorista do machismo continua a actuar com grande facilidade e o sistema continua sem tomar medidas de choque que lhe fagam frente de maneira efectiva.

As mortes e maus tratos físicos constantes som, em definitivo, só a ponta do icebergue de umha violencia estrutural cujos alicerces continuam intactos nas suas diversas formas: desigualdade social, tratamento vexatório na comunicacom social, discriminacom sócio-laboral, pressom da hierarquia católica contra os avancos das posicons feministas, etc.

Reaccom imediata de NóS-UP

Como noutras ocasions, NóS-Unidade Popular, que desenvolve umha campanha específica contra a violencia machista, foi a primeira organizacom política a fazer público o seu rechaco a esta nova agressom e a exigir medidas imediatas de urgencia nesta matéria. Já está no seu web o comunicado feito público, que contém umha série de propostas incluídas na sua "Tabela reivindicativa de mínimos para o novo governo autonómico", e que a seguir reproduzimos:

". Criacom dumha rede de andares gratuitos para as mulheres vítimas da violencia machista e também para as suas filhas ou filhos (se tiverem).

. Servico de emergencia as 24 horas a disposicom das mulheres que sofrem maus tratos.

. Aumento da aplicacom de medidas preventivas como o "afastamento", recolhidas na Lei de Ajuizamento Criminal e no Código Penal.

. Aplicacom da Lei de proteccom de testemunhas às mulheres ameacadas.

. Criacom em todos os julgados do turno de ofício específico para mulheres.

. Políticas laborais que garantam o acesso ao mercado laboral das mulheres agredidas, garantindo a sua independencia económica."

 

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