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29/04/2005 :: Galiza

Juízo aos torturadores do cárcere de Monterroso. 1º Juízo oral no estado espanhol por torturas num cárcere.

x Radio Kalimera
Resumo amplo dos 3 días de juízo contra o chefe-médico e dous chefes de servico da prissom de Monterroso (Lugo) por torturas e abusos sexuais ao preso Magdare Rabay.



Caberia fazer umha analise pormenorizada do juízo, do que já contamos noutras notícias e das cousas que ficarom-nós no tinteiro, para aclarar a quem lia isto de como ante os feitos julgados foi o desenvolvemento do juízo oral:

A) Graves contradiccons dos encausados nas suas declaracons .- Entre sudores e tremores de maus, os encausados quigerom montar a sua verssom caendo em múltiples contradiccons entre o que tinham declarado com anterioridade ao juizo oral e o que manifestarom neste:

1º ponto.- Abalancou-se, nom se abalancou, ameacou, nom ameacou??.- No parte do día e em declaracons prévias ao juízo oral, o chefe-médico afirma que Magdare é um preso perigoso armado com umha coitela de quatro centímetros que abalanca-se contra él e ameaca-o, mas já no juízo, o chefe-médico di que Magdare nom se abalancou y que ameacou-no desde o outro lado da mesa. Mas, às perguntas do fiscal, fica demostrado que Magdare nom era considerado um preso perigosso (estava em segundo grado e em talheres ), e que nom tem antecedentes de agressom, só de auto-lessom. Magdare declara que só ameacou com auto-lessonar-se para que lhe mudaram a medicacom e que nunca ameacou ao médico.

2º ponto.- Preso perigosso e armado sem agalmar. Os encausados quigerom fazer-nós crer que Magdare saiu da consulta levado polo funcionário que custodiava aos presos na sala de espera, soltando ameacas, moi agressivo, e supostamente armado com a coitela agochada, mas sem ter sido agalmado (??), e que Magdare seguia ameacando com auto-lessonar-se e nom se deixava cachear quando os chefes de servico e outros funcionários meterom-no no quarto da sala de curas, mas depois, quando chegou o médico à sala de curas, reconhecem que Magdare acedera por si mesmo a espirse a requerimento do médico para ser cacheado como algo rutinário antes de leva-lo a ailhamento. Magdare declara que depois de entregar a coitela ao funcionário saiu com este à sala de espera, que foi entom quando chegaram os chefes de servico com mais funcionários e meterom-no na sala de curas, que entanto o funcionário encarregado sacou aos outros presos da sala de espera ( para evitar testemunhas? ) e que pouco depois entrou o chefe-médico e entom foi quando recebira as primeiras torturas.

3º ponto.- A misteriosa desaparicom da coitela.- Os encausados declaram no juízo por primeira vez ao respeito da coitela e pretendem fazer-nos crer que Magdare agochara-a na consulta à vista do médico e dos auxiliares num descuido distos (curiosamente todos descuidarom-se ao mesmo tempo entanto eram ameacados), mas depois reconhecem que a coitela aparecera depois numha papeleira da consulta. Magdare entanto reafirmou-se em que entregara a coitela na consulta ao funcionário ( encarregado dos presos que foram a consulta médica), dado que confirmaram duas testemunhas (da defessa) nas suas declaracons anteriores á vista oral ainda que nesta negaram tal feito ou dijerom nom recordar.

4º ponto.- Agalmado por diante, por detrás, sem agalmar? Iam só os chefes de servico, iam com mais funcionários?.- Os chefes de servico encausados declararom que só eles dous encarregaram-se de transladar a Magdare até ailhamento, que levarom-no sem agalmar, andando tranqüilamente dous metros por diante deles e que ali entregarom-no ao funcionário encarregado que agalmou-no com as mans por detrás. Magdare reafirma-se em que agalmarom-no por detrás na sala de curas e que llevarom-no entre vários funcionários assi agalmado a ailhamento e que umha vez encirrado na cela foi quando golpearom-no novamente e fora objeto de vejacons. O funcionario de ailhamento na sua declaracom como testemunha , querendo ajudar aos seus, afirma que fora el quem o agalmara, pero di que o figera por diante, e também se lhe escapou dizer que iam "vários" funcionários com Magdare.

5º ponto.- Coincidencias em ailhamento? Às perguntas do fiscal os encausados, reconhecerom que foram mais tarde a ailhamento a ver como estava Magdare e que la coincidiram casualmente ( há um parte que confirma as suas entradas ). Magdare declara que fora el quem requirira a presencia médica e que o médico fora até la para negar-lha e ameaca-lo junto com os dous chefes de servico.

Qualquer observador imparcial (nos nom o somos) entenderia ante estas contradicons e outras menos importantes, que aforramos-vos, que Magdare só ameacara com auto-lessonar-se e que, umha vez que entregou a coitela na consulta, fora levado à sala de curas e la recibira os primeiros golpes e que depois fora transladado ao módulo de ailhamento donde voltaram a golpea-lo entre muitos funcionários, pero só puidera identificar aos encausados.

B)Quando foi produzido o golpe que motivou a fractura do naris??.-

1º ponto.- As diferentes verssons médicas.- A doctora Julia Vallés reafirma-se em que quando viu a Magdare umha semana depois dos feitos acaecidos na consulta, apresentava "edema, dor à movilizacom lateral e antero-posterior e deformidade do tabique nasal" e que ante isso consultou com outro facultativo o D. Ricardo López Piloto e decidiu o seu translado a um centro sanitário a fim de que se puidera precisar a existencia ou nom de fractura do tabique nasal. O médico López Piloto iniciou a sua declaracom moi decidido a aclarar, sem que ninguém lho perguntara, que o golpe do naris era agudo ( algo que, sospeitosamente, nom dijera nas suas declaracons anteriores ao juízo ) e que o recebera esse mesmo día (umha semana depois dos feitos denunciados), mas tras o interrogatório do fiscal acabou por dizer que el nom digera em ningum momento que fora recebido esse mesmo día ( mas foi lida a sua declaracom a peticom do fiscal e efectivamente ficava registrada que sim digera tal ) e admitiu que podia ter sido recebido até 72 horas antes, e a partir de ai passou de fazer umhas declaracons moi decididas a manifestar duvidas e desmemória, cómo nom recordar que Magdare tivera um hematoma no rostro. A médico forense também declarou que à vista dos informes médicos era incompatível que o golpe fora recebido umha semana antes, mas esta médico nunca viu a Magdare e limitou-se a fazer o seu informe segum os partes dos outros médicos. A defessa quería demostrar que o golpe no naris o recebera esse mesmo día. Curiosamente o chefe-médico que o atendera pola amanhá declarou que nom tinha nengum golpe, o ex-director que também o vira esse día também afirmou que nom tinha nada e vários funcionários que o viram issos días, também curiosamente, nom se lembram de ver-lhe nengum golpe, até o funcionário que o transladara de modulo esse día às 16:25 (segundo figura no parte de ingresso ) declarou nom ter-lhe visto nada. Como moi bem alegou o fiscal: "tendo como dado, que ninguém rebatiu, que às 17'00 está assinado o diagnóstico que da saida ao hospital, temos apenas 35 minutos para que Magdare seja lessonado, para que Magdare pida a saida à consulta médica, que venha um funcionário a acompanha-lo, que se translade fisicamente à consulta, para que seja visto e queixe-se num primeiro momento à ATS Valentina, que a ATS vaia a chamar à doctora Julia, que esta veja-o, que Julia chame ao outro médico que estava com ela, Ricardo López Piloto, e para que ambos depois de chegar a um acordo, formulem o diagnóstico, todo isso em 35 minutos!!". A conclussom leva inevitavelmente a que Magdare já tinha a lessom quando foi mudado de módulo esse día e que dado o interés colectivo em nega-lo, já levava-o desde há días.

2º ponto.- O hematoma que aparece e desaparece.- Também é determinante o feito de que ninguém nega a afirmacom da doctora Julia da existencia dum hematoma amarilhento (cor que toma entre 5 e 7 días depois do golpe ), só digerom nom lembrar hematoma nengum, incluido o doctor Ricardo Lopez Piloto que tam bem recordava a "agudeca" do golpe, declara nom se lembrar de nengum hematoma. Curiosamente no parte do hospital sim figura. Todo elo leva ao fiscal a consultar um especialista e reconhecido forense da cidade de Lugo com quem falou o mesmo día do alegato final, e este cofirmou-lhe que as fracturas de tabique nasal produzem hematomas e inchado que aparecem inmediatamente ou às poucas horas, medram nos dous días seguintes e depois vam remitindo e cómo máximo às 3 semanas desaparecem, algo que também aporta a médico forense.




C) As estranas testemunhas.- Há várias declaracons de testemunhas das que se desprendem coisas curiosas:

1º ponto.- Pese a que todas as testemunhas da defessa declararom que na prissom nom se falara do tema, um funcionário da cádea de A Lama, testemunha da acussacom, alcumado Chuqui polos seus companheiros, que há tempo estivera em Monterroso, declarou ter falado durante 50 minutos por telefone com um companheiro de Monterroso, JJ, quando já era vox populi em A Lama a existencia da denúncia apresentada.

Este funcionário declarou ter falado do tema com JJ e que este confirmara-lhe as torturas e figera-lhe ver que a culpa de todo era da doctora que rachara a "lei do silencio". Ante isto, este funcionário, decidira enviar um escrito à juiza instructora de Chantada no que declarava o que lhe contara JJ. Também declarou que em Monterrososo estava instalada umha máfia de funcionários e que pobre de quem osara desafia-los.

Depois declarou o tal JJ quem reconheceu ter falado por telefone mas nom nissos termos e que, em quanto soubo (segum el por um funcionário qualquer) de que o Chuqui enviara o escrito e que nel mencionava-o a el cómo quem lhe contara os feitos, sem ler o escrito de Chuqui, enviara el outro negando que digera o que lhe digeram que o outro digera que el digera (curiosamente rebatindo-o ponto por ponto sem te-lo lido ??), e entrando em contradiccom (umha vez mais) com o declarado por um dos advogados da defessa que nos seus alegatos finais dijo ter sido él quem recomendara ao seu defendido que falaram com JJ para que este respostara o escrito de Chuqui. JJ também declarou que él vinha ao juízo a lavar o seu honor, porque estava a ficar cómo um "chivato" (curioso termo o utilizado, pois nom falou de mentir, senom de chivar, e um só pode chivar-se de algo que passou e que nom se deve contar).

2º ponto.- As declaracons do ex-director. Já comentadas numha crónica anterior, mas é importante destacar que o fiscal fijo ver nos seus alegatos que esta personagem desacreditou-se ela só, e que com deixa-lo falar já chega, que el sentira vergonha de escutar na sala tais declaracons racistas e sexistas e as risas que produzira, que a sua analise dos feitos é pouco crível, e que pouco pode-se agardar de quem declara que um dos presos que estava chamado como testemunha, nom é de fiar porque é um preso conflictivo porque sempre está cubrindo partes de queixa e recursos, é dizer para este director de prissons um preso é conflictivo por usar os recursos legais para demandar os seus dereitos.



D) As alegacons finais.-

1.- O fiscal quijo deixar patente a acitude heroica da doctora Julia Vallés ao apoiar a denúncia por torturas contra os seus companheiros, que isso levou-na a sofrer todo tipo de ameacas que seguem a día de hoje, explicou que a doctora negara receber ameacas na investigacom reservada do caso que levara o ex-director porque era este por quém sentira-se mais ameacada; que é a primeira vez que há um juízo oral para determinar se houvo maus tratos dos funcionários; que solicita que se emprendam investigacons para extender a acusacom, pois deveriam estar sentadas mais pessoas na bancada de encausados, pois sabe-se que eram vários mais os funcionários presentes na malheira, mas que Magdare nom foi quem de identifica-los, e que reclama à vista dos feitos julgados e o desenvolvimento do juízo a responsabilidade civiul subsidiária do Estado.

2.- A advogada da acusacom particular incide no termo torturas e agressom sexual, que as declaracons da vítima forom determinantes, que na altura nom eram infrecuentes os maltratos e torturas em Monterroso e suma-se à peticom fiscal de responsabilidade civil do Estado e a ampliacom de imputados na causa que nom poiderom ser identificados.

3.- Os alegatos da defessa ou a inversom dos roles.- Durante todo o juízo a defessa dos encausados buscou criminalizar a actitude da doctora Julia Vallés. Nos alegatos finais redundarom nelo e chegarom a dizer que eles (os 3 advogados da defessa) nom tinham que demostrar que os seus defendidos eram inocentes, e que era insultante estar julgando a "uns funcionários encarregados de tam digna actividade", e que nom houvo nengum feito anómalo na actuacom dos encausados. Voltarom a se questonar a actitude da doctora, e tildarom a sua actitude como auténtica fantasia urdida da sua imaginacom, que é umha pessoa fanática que se cre a redentora da prissom devido às suas crencias religiosas, ao igual que os terroristas islámicos que também actuam por fé, que actua tolamente e manipula e manipulou tambiém ao ministério fiscal para que se celebrara este juízo, que o problema é que ela cruzou a linha, que está doutro lado, a favor dos presos, que levou a declarar como testemunhas a presos etarras,.... É de destacar também a actitude do último advogado em falar, pedante e razista, que ridicularizou a testemunha que foi chamada por error imitando o sotaque deste preso magrebi.

O juízo fica visto para sentencia.

Seguiremos informando...

Notícias relaconadas em La Haine:

denúncia do fiscal contra os carcereiros por torturas

Nota de imprensa da Comision de Denuncia da Galiza

día 26.- Primeiras impressons do juizo

día 27 pola manhá

Crónica da tarde do día 27

Declaracons da Comissom de Denúncia da Galiza ao respeito do juízo

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