Polícia para que? já está aqui a U-PE-GE! (El autonomismo en defensa del orden burgués)

Polícia para que? já está aqui a U-PÊ-GÊ!
Crónica de um significativo incidente durante a manifestacom do dia 29 de Fevereiro em Lugo

Em destaque na foto, a "barreira humana de seguranca" com que a UPG exerceu labores para-policiais protegendo a sede do PP em Lugo
Na manifestacom decorrida no dia 29 de Fevereiro em Lugo em defesa das liberdades, e em solidariedade com os tres companheiros sindicalistas da CIG condenados a elevadas multas e penas de prisom por terem participado num piquete durante a última greve geral, o "nacionalismo institucional" deu mais umha prova do seu sentido do "dever" e da "responsabilidade". Possivelmente, muitas dos militantes da UPG, todos os homens que participárom nos factos que imos brevemente relatar, dormírom essa noite nom só com a satisfacom do "dever cumprido" e a "honra" de terem "defendido a pátria com sentido comum", mas com as ánsias de guardas civis e polícias que correm polas veias das suas almas calmas e contentes.
Quando o grosso da manifestacom marchava pola rua Sam Marco, diante da sede da direita espanholista, reaccionária e missógena, o Partido Popular, e justo no momento em que passava a essa altura o cortejo da esquerda independentista, encabecado por NóS-Unidade Popular, e do qual também faziam parte outras organizacons do MLNG, um grupo de colaboracionistas militantes da UPG (Unión do Povo Galego), organizacom hegemónica dentro do BNG, formava umha "barreira humana de seguranca" para defender o local da direita de uns supostos e temidos ataques, que nom se produzírom, mas que traziam de cabeca, só com pensar neles, a dirigencia mais oficialista e acomplexada da UPG e de sectores da CIG.
Nesse momento, e ante a surrealista cena que os quadros, liberados e cargos da UPG estavam a protagonizar, diante do olhar atónito dos e das manifestatantes, um berro unánime saiu do cortejo da esquerda independentista, estendendo-se também a outros sectores presentes na manifestacom: "Polícia para que? Já está aqui a UPG!".
Os membros daquela ridícula guarda pretoriana, planificada nalgum gabinete do sindicato ou do partido, só soubérom respostar a este berro com risos, insultos e gestos obscenos e machistas, como o do universitário perene e já liberado, quer dizer, a soldo, que levantando o dedo médio da mao, ao tempo que fechava os restantes, saudava assim a passagem da manifestacom.
Com toda a probabilidade, hoje a dirigencia da UPG estará a repartir medalhas e parabéns a estes defensores da ordem burguesa, espanhola e patriarcal, que tam bem cumprírom ontem com o seu dever, ao tempo que davam um exemplo, claro e sem distorsons, do papel que se pode esperar dum partido, a UPG, que dirige umha organizacom, o BNG, que presume sempre de fazer de "dique de contencom" de protestos e reivindicacons populares. O de ontem nom foi incidente isolado nem ocasional, mas sim bem significativo do papel que cumpre na actualidade a vanguarda autonomista da Unión do Povo Galego.







