Europa :: 03/11/2013
O OE 2014 rejeitado nas ruas pelo povo
O dia 1 de Novembro de 2013 ilustrou com clareza o bloqueio político e institucional que acompanha a agudização da situação económica e social do país. Enquanto no interior da Assembleia da República os deputados do PSD e do CDS aprovavam na generalidade o Orçamento do Estado para 2014, no exterior da Assembleia uma imponente massa de muitos milhares de trabalhadores exigia a rejeição deste orçamento e a demissão do governo.
Uma maioria parlamentar ilegítima votou a favor de um orçamento substancialmente inconstitucional. Um novo e gravíssimo passo no sentido da catástrofe económica e do descalabro social, da condenação dos trabalhadores e do povo à exploração e à pobreza, do país a ainda maior hipoteca da soberania e dependência externa.
As intervenções dos ministros e deputados do PSD e do CDS no debate foram afrontosas. Intervenções de gente a prazo, sem qualquer escrúpulo pessoal ou político, que agem em permanente retaliação. Quiseram vincar, com provocação e insolência, o facto de permanecerem no poder, de deterem naquele órgão uma obediente maioria, de terem no Presidente da República um cúmplice, de terem na troika estrangeira e no grande capital os apoios de que precisam.
Julgarão talvez que a redoma institucional os protegerá para sempre. O que se viu cá fora mostra que tal protecção será bem precária se contra ela se levanta a esmagadora maioria do povo: dos agricultores aos estivadores, dos ferroviários aos professores, dos homens e mulheres da Cultura à juventude trabalhadora e estudantil, o país inteiro teve credenciadas delegações frente à Assembleia da República. Esta imponente concentração convocou uma jornada de luta nacional já para o próximo dia 26, enquanto nos dias até lá importantes lutas da Administração Pública, dos Transportes e muitas outras lutas sectoriais e locais confirmam que, um pouco por toda a parte, cresce a resistência e a mobilização dos trabalhadores e do povo. As massas, na rua, rejeitam e condenam este orçamento e exigem a demissão do governo fora-da-lei que o apresenta. Não haverá cobertura institucional que possa manter por muito mais tempo um governo contra o qual se levanta a legítima cólera de todo um povo.
Os Editores de odiario.info







