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Venezuela :: 06/04/2014

Vento de golpe na Venezuela

Os Editores de odiario.info
A leitura dos jornais da oposição venezuelana facilita a compreensão da gravidade da conspiração cujo objetivo é o derrubamento do governo daquele país. Os dois grandes diários de Caracas-El Universal e El Nacional – porta-vozes de uma direita fascizante – dedicam páginas aos atos de violência que se sucedem há semanas numa cadência alarmante: destruição de estabelecimentos comerciais, assaltos a super mercados, concertos de panelas, choques com a polícia e o exército, assassínios, ruturas no abastecimento de produtos essenciais, manifestações de protesto contra o governo na capital e em muitas cidades. Esses jornais, tal como a maioria dos canais de televisão, são controlados pela oposição. O panorama que apresentam da Venezuela é o de um país à beira do caos, privado de liberdades fundamentais por um governo despótico que se mantem no poder desencadeando uma repressão brutal. Essa é aliás a imagem que os grandes media dos EUA e da União Europeia difundem da Venezuela bolivariana. Estamos perante uma gigantesca campanha de desinformação. A crise venezuelana é real e agrava-se perigosamente. Mas quem promove os confrontos com as forças de segurança é a oposição. Os incêndios, saques, destruições, assassínios são da responsabilidade de organizações de extrema-direita. Nos Estados de Zulia e Táchira, bandos de paramilitares vindos da Colômbia atravessam a fronteira-com a cumplicidade das autoridades locais – e colaboram com a oposição em ações terroristas. No estado de Miranda, governado por Capriles Radonski, ex-candidato à Presidência, o nível da violência não pára de aumentar. A ex-deputada Corina Machado, cujo mandato de deputada foi cassado pelo Parlamento por ter representado o Panamá numa reunião da OEA, é glorificada como heroína pela oposição. O mesmo acontece com Leopoldo Lopez, líder do partido fascista Vontade Popular, atualmente na prisão, por ter dirigido os sangrentos motins de fevereiro. Na atmosfera de tensão social e violência que caracteriza hoje o quotidiano venezuelano, agentes da CIA e da Mossad israelense, infiltrados na administração e na polícia, semeiam a desordem. Dentro de dias em Encontro promovido em Caracas pelo Centro de Divulgaçao Economico para a Liberdade-uma Fundação ultra liberal- premio Nobel de Literatura e sacerdote do anti -comunismo- levará a sua solidariedade à oposição radical. O perigo de uma nova tentativa golpista é real. Prova disso foi a prisão de três generais da Força Aérea, envolvidos numa conspiração contra o governo. O presidente Maduro está consciente dessa ameaça. O seu apelo à Casa Branca para que os EUA se abstenham de hostilizar a Revolução expressou bem o sentimento da maioria do povo venezuelano. Mas Washington não o ouviu. Outra atitude não seria de esperar de Obama. O presidente dos EUA está empenhado na destruição da Revolução bolivariana. www.odiario.info
 

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